Historial

Decorria o ano de 1982 quando liderados pelo conhecimento e experiência do mestre Adérito Camelo ladeado pelo cunhado José Carlos Cordeiro, ocorreu um ciclo de reuniões, culminado com a definitiva realizada em 07/12/1982, e da qual resultou a criação da Associação Recreativa e Cultural de Açoreira (A.R.C.A.) tendo como oito, o número de sócios fundadores, que através de sorteio ficaram pela seguinte ordem: Sócio nº 1 – Fernando Augusto Baltazar; nº 2 – José Manuel Oliveira; nº 3 – Francisco Manuel Martins; nº 4 – Gabriel Joaquim Teixeira; nº 5 – Valdemar Augusto Nunes; nº6 – Adérito José Camelo; nº 7 – Ernesto Joaquim Andrade; e nº 8 – José Carlos Cordeiro, com data de adesão a 07/12/1982. Regista-se também que o primeiro sócio não fundador a ser inscrito ocorreu em 07/01/1983 e foi a Maria Beatriz Camelo.

As primeiras instalações da Sede da A.R.C.A. foram cedidas pela Junta de Freguesia nos baixos da antiga casa Paroquial, as quais para serem minimamente funcionais precisaram de várias obras de intervenção, tendo contribuído para as mesmas, além dos sócios fundadores, a preciosa colaboração do José Lopes e do Jorge Rego.

Os estatutos foram elaborados e aprovados em 1983, no entanto a escritura pública só viria a ocorrer em 27/11/1992 no Cartório Notarial de Moncorvo, sendo publicada na III Série do Diário da República nº 17, em 21/01/1993.

Os primeiros anos, talvez por durante muitos anos, não haver qualquer colectividade, pois o Clube, nome por que era conhecido o grupo anterior, fora extinto há muitos anos, foram de grande actividade principalmente desportiva, com a realização de vários torneios e de várias modalidades durante o ano, atingindo-se o auge com a participação de seis atletas no Grande Prémio das Cerejas de Atletismo em dois anos consecutivos, prova de interesse nacional em que estavam presentes atletas dos melhores clubes nacionais como Benfica, Sporting e Porto. Devo dizer que não tendo sido brilhante, pois não trouxemos qualquer prémio, representamos e dignificamos nome da ARCA e da nossa terra.

Seguiram-se uns tempos de menor actividade, até que com a construção de instalações próprias de qualidade, bem como das infra-estruturas de apoio, se ganhou novo fôlego, iniciando-se então um ciclo de ouro na vertente desportiva, em que durante vários anos participamos no Campeonato Distrital de Futsal, optando depois pela vertente cultural com a realização de vários eventos, ciclo esse que ainda hoje se mantém e esperamos continue por muitos anos, pois o número de sócios com quotas em dia, bem como a entusiástica participação em todos os convívios, permite-nos pensar assim. Claro que o garante da nossa Associação, são os sócios e sem eles, os corpos sociais são desnecessários.

Escrito por: Gabriel Teixeira